22 de novembro de 2010

A lenda dos Cágados


Há muitos anos, em Vila Nova de Anços, as rodas dos carros de bois eram todas em madeira e chiavam muito. Os habitantes da Poucapena (uma terra vizinha) tinham as suas terras de cultivo nos campos de Vila Nova de Anços e costumavam vir todos os dias, muito cedo, da sua terra, estrada abaixo, para irem trabalhar nas suas terras.Traziam os carros de bois, que como já se disse, chiavam muito.
As pessoas de Vila Nova de Anços ouviam aquele barulho, vinham ao postigo da sua porta, metiam a cabeça de fora e diziam:
- Ah! São os Poucapeneiros!
E metiam novamente a cabeça para dentro, como se fossem cágados. Ficou assim conhecida como a “Terra dos Cágados”.
É importante referir que, antigamente, as portas eram todas em madeira e tinham um postigo em cima que parecia uma pequena janela, também em madeira.

Recolha de Sara Oliveira, nº 20, 5º C

22 de setembro de 2010

Um saltinho a Itália


Dia 17 de Julho, é noite, vou numa carrinha para Itália...
Normalmente não costumo adormecer nas viagens que faço e desta vez não foi excepção, ou melhor, lembro-me de dormir cerca de uma hora e meia
Adorei ir de carrinha, foi cansativo mas valeu a pena, passei por Espanha de noite e de manhã por França. França é um país onde se nota como a crise abalou o mundo, porque há zonas ricas e outras na miséria. Até Nice que antigamente era considerada uma zona chique, cai de velhice!
Um país que me impressionou pela positiva foi o Mónaco, completamente limpo que transpira riqueza.
Entrei na Bota, fui até Roma, alojei-me num hotel e lá estive 4 dias. Roma é uma zona rica em História de monumentos politeístas e cristãos, o que dá para perceber a mudança religiosa dos romanos politeístas para o cristianismo. Estive no coliseu de Roma que era gigantesco e visitei fontes, das quais “Fontana Di Trevi”, onde atirei uma moeda e pedi um desejo e realizou-se! Estava muito calor e por isso a minha mãe comprou-me um chapéu chinês.
Visitei o Vaticano que é o país mais pequeno do mundo e é onde os Papas residem. Fui à Basílica de S. Pedro, que tem a maior cúpula do mundo, lá encontrei a Pietá uma obra feita por Miguel Ângelo. Fui ao Museu do Vaticano, adorei a capela Sistina, decorada com frescos do grande mestre do renascimento. Os efeitos de profundidade, a riqueza da multiplicidade são de tirar o fôlego. A melhor parte é o tecto, mas os atentos guardas não permitem tirar fotos, o que é uma pena.
Subi um pouquinho na Bota e parei rapidamente em Pisa para ver a sua curiosa Torre que a cada segundo parece mais inclinada! Quando acabámos de ver a área envolvente, embarcamos novamente na carrinha até Florença, passamos lá 2 dias. Lá visitei o enorme museu Uffizi. O talento está presente nas inúmeras obras que se encontram nas paredes. É lá que se encontra o célebre “Nascimento de Vénus”, pintado em 1485 por Botticelli, a Sagrada Família, de Miguel Ângelo, pintado em 1456, o primeiro quadro que mostra o menino Jesus fora do colo de sua mãe, a pintura de Giotto, o pintor que superou o seu mestre e outras obras-primas de Miguel Ângelo, Giotto, Boticelli, Rafael. Fui à Ponte Velha e visitei as belíssimas igrejas com um lindíssimo estilo arquitectónico.
Para a nossa viagem a Itália se dar como terminada, só nos faltava visitar uma cidade, talvez a mais bela na minha opinião, Veneza. Esta cidade é magnifica, canais, canais e mais canais…todo o tempo a andar de barco. Os canais de Veneza substituem as estradas. Tirámos bilhetes para um barco chamado Vaporetto, um barco como um autocarro. Fomos à ponte do Rialto e comprei uma máscara.
Infelizmente, a minha viagem terminou. Gostava de ter parado em Milão, mas não deu. Fui jantar ao Mónaco no MacDonald e parti em viagem até Portugal.
No resto das minhas férias fui à praia, à piscina, ao cinema e ao parque aquático na Figueira-da-Foz.
Adorei as minhas férias


Gabriela Costa
6ºC nº10

16 de setembro de 2010

Férias



Férias… As férias são curtas… quando se está a festejar o começo delas, de repente… acabaram!
Mas, é claro que se tem de aproveitar segundo a segundo, tal como eu fiz…
Para iniciar as férias, fui ao Algarve pela primeira vez (incrível, não é?), adorei! É um sítio muito turístico, as praias são muito agradáveis e estive sempre a receber abraços de um ou outro raio de Sol caloroso!
Também aconteceu outra coisa que gostei. Fui acampar pela primeira vez. Peniche é realmente fantástico, vi edifícios antigos, mares pintados de azul, andei de barco no mar (que insistia em fazer saltar o barco e fazer com que as pessoas soltassem gritos abafados pelo ruído do motor), visitei as ilhas das Berlengas, que são muito paradisíacas e belas por causa das grutas sombrias e excitantes, por causa das praias de areia branca e limpa e pela natureza verde abundante na ilha.
Fui à praia bastantes vezes, brincar com o mar que por vezes é perigoso, fazer esculturas com a areia dourada que sorri para mim sempre que a piso amigavelmente, passar rasteiras a ondas brincalhonas e caçar raios de Sol.
Também, fui à piscina nadar na água refrescante, tentar mergulhos acrobáticos, sentir o toque frio da água quando se entra pela primeira vez, fazer algum exercício nadando de um lado para o outro e sentir-me a voar dentro de água.
“Aquaparks” estão na lista de coisas que fiz nas férias. Adorei sentir a adrenalina de estar a escorregar tão depressa como uma flecha em direcção à água que abre os braços para me abraçar carinhosamente, fazendo com que eu aterre suavemente, gostei de sentir a relva fresca e macia a atacar os meus pés com cócegas.
Quando comecei a pensar nas coisas todas que fiz, olhei para a frente e vi que no dia seguinte começavam as aulas, então fechei os olhos e sorri para mim mesmo, pensando nas férias que não podiam ser melhores, guardei as memórias a um cantinho e na manhã seguinte acordei, guardei o sono na gaveta das meias e preparei-me para a escola que me recebia de braços abertos iluminada por um sorriso.



Autor: Edgar Bento Nº: 8 Ano: 6ºC

2 de junho de 2010

Entrevista a Venâncio


Na ocasião de um jantar de família, tive o prazer de conhecer um familiar, o qual desconhecia a grandeza, de épocas passadas.
Jogou na equipa principal do Sporting, assim como por várias vezes representou Portugal através da sua selecção. Seu nome é Venâncio, vive actualmente em Setúbal e tem um filho também ligado ao mundo do desporto.
RAFAEL – Boa noite, permita-me que lhe faça algumas perguntas, para um trabalho de escola, sobre o seu passado desportivo. É uma entrevista, pode ser?
VENÂNCIO – Terei todo o prazer.
RAFAEL – Com que idade e como começou a jogar no Sporting?
VENÂNCIO – Tinha 12 anos. Na altura começava-se a trabalhar cedo para ajudar a família, mas, ao final do dia, arranjava sempre tempo para passar pelo campo onde os jogadores do Sporting treinavam. Gostava de lá passar e ver aquelas glórias. Eram os meus ídolos alguns deles. Fizesse chuva ou fizesse sol aquela hora lá estava eu, nem que fosse para apanhar as bolas. Um dia chutaram a bola para fora, eu fui à procura da bola e, sem dar por mim, ao entregá-la, entrei pelo campo passei por um fintei o segundo e rematei, fazendo um golo sem qualquer hipótese para o guarda-redes, que chateado me pediu para rematar novamente. Marquei outro golo, que levou as pessoas que ali estavam a aplaudir. Foi o meu primeiro momento de glória…No dia seguinte, lá estava eu. De longe um senhor levantou o dedo e chamou-me!
-Olha lá, és tu o rapazinho que ontem entrou pelo campo dentro feito maluco e marcou dois golos ao nosso guarda-redes?
- Sim, peço desculpa, foi sem querer. - respondi a medo e envergonhado
- Calma rapaz! Ninguém te quer fazer mal. Engana-o outra vez…vá! Se marcares vou falar com os teus pais, para eles te deixarem aqui vir treinar. Anda, mostra o que vales!
Marquei quatro golos seguidos. No dia seguinte, as oito horas da manhã, estava a jogar no Sporting. A minha mãe mandou-me duas sardinhas fritas enroladas em papel pardo. Ainda me lembro… e treinei com os sapatos que o meu irmão me emprestou.
RAFAEL- Na época qual o jogador com que mais gostava ver jogar?
VENÂNCIO – Jordão, sem dúvida, chegámos mais tarde a jogar muitas vezes juntos.
RAFAEL – O futebol era muito diferente de agora?
VENÂNCIO – Claramente que sim. Na altura havia amor à camisa, hoje em dia o futebol não passa de um grande negócio.
RAFAEL – Qual a sua profissão actual?
VENÂNCIO – Vendedor de imobiliário.
RAFAEL – Continua ligado ao Sporting?
VENÂNCIO – Sempre! O Sporting, além dum grande clube, o Sporting é uma grande família.
RAFAEL – Lembra-se ainda de todos os nomes dos jogadores da sua equipa?
VENÂNCIO – Vamos cá ver: Então, eu, o Fernando Mendes, Zinho, Manuel Fernandes, Negrete e Mário, Oceano, Duilio, o Gabriel, Meada e o Guarda Redes Damas.
Esta equipa ganhou a taça de Portugal de 1986, eu era o Capitão na altura.
RAFAEL - Bom, não o chateio mais, muito obrigado pela entrevista e desculpe interromper-lhe o jantar. Agora ainda tenho mais orgulho no Sporting, por saber tudo isto.


RAFAEL SILVA MARQUES
5ºC, Nº 24

27 de maio de 2010

A casa da praia


Era uma vez uma família com quatro elementos: o pai António, a mãe Helena, o filho José e a outra filha, Ivone.
Ivone tinha os cabelos castanhos, escuros e rebeldes, olhos pretos e brilhantes e um temperamento um pouco explosivo! Ela e a família estavam de mudanças. Helena disse a Ivone que iriam para um novo e melhor lar, mas Ivone não "desgostava" da sua casa, foi lá que passou a maior parte da sua vida. A sua casa era velha, mal pintada e com salitre visível nas paredes brancas, a luz do sol jorrava prodigamente pelos estores emperrados do corredor amplo e vazio, sempre com aquele cheiro a bolo de iogurte, porque a mãe adorava cozinhar, principalmente bolo de iogurte. A mãe era daquelas pessoas muito doces como o açúcar que adorava ler livros da carochinha aos filhos e cozinhar bolos e doces. Ivone estava indiferente, decidiu ir ler um livro.
Quando a hora da partida chegou a família despediu-se da casa e partiu. Às cinco horas chegaram ao destino. Uma brisa leve e salgada vagueava e dava cheiro à rua. Na esquerda encontrava-se um café e na direita uma tabacaria e mesmo à frente uma extensa praia que alargava horizontes. Ivone pensou logo nas mil e umas aventuras que lá travaria, nos mil e um amigos que conheceria e mil e uma alegrias que teria!
-Ivone - Gritou a mãe pondo travão aos sonhos. -Vem arrumar as tuas coisas!
-Estou a ir! – Reagiu.
Arrumou as roupas rapidamente, segurou a toalha, vestiu o fato-de-banho, pôs o protector solar, fez umas sandes e num segundo estava na praia, a sua praia!
No momento que estava a mergulhar, apareceu uma rapariga com um aspecto pálido e misterioso, podia perguntar-lhe o nome mas quase poderia jurar que não falava a mesma língua.
- Nisha - Disse ela e depois apontou para mim.
Fiquei deveras assustada, pensei que lia os pensamentos! Aquilo de certeza era o seu nome e estava a perguntar o meu.Com um gesto seco lá me saíram as palavras:
-Ivone – finalmente dei à luz um sorriso acolhedor e ela retribuiu.
Ela pegou num pau, riu-se e escreveu Nisha na areia, fez um sinal de igual a uma lua com estrelas, acho que era noite! Nisha era noite! Nisha significava noite! Com um jeito repentino tirei o pau e escrevi Ivone e desenhei um sinal de igual e à frente pontos de interrogação. Ambas nos rimos…


Gabriela Costa

17 de maio de 2010

EU SOU



EU SOU...



Uma estrela no espaço


Uma gota no mar


A brisa da manhã


O filho do Mundo


O sol no céu


O brilho do luar


Uma ilha à deriva


Um raio de luz


no teu olhar...


EU SOU...EU SOU!

PNL - 6º B 2009/10

12 de maio de 2010

Entrevista a Lurdes Breda por Gabriela Costa



Lurdes Breda, escritora, sempre com um sorriso contagiante nos lábios concordou fazer uma entrevista via Internet. Informei-me sobre ela e procurei fazer perguntas claras e abertas, conduzindo a respostas interessantes (sem serem apenas “sim” ou “não”).

Como surgiu o interesse pela literatura infanto-juvenil?
R: Eu sempre gostei muito de crianças e sempre estive muito ligada a elas. Aliás, acho que uma parte de mim, nunca deixou de ser criança. Fascinam-me as estórias que povoam a imaginação dos mais pequenos. O inverosímil e o fantástico ocupam uma parte importante do meu mundo literário. Através da literatura para os mais jovens, posso dar-lhe vida e (re)criar aquilo que a fantasia me dita. Além disso, é uma forma de me poder continuar a relacionar com muitas crianças nas escolas e de partilharmos estórias diferentes uns com os outros.
Já pensou em escrever para adultos? Se não, porquê?
R: O meu primeiro livro intitula-se “O misterioso falcão de jalne” e foi escrito para um público mais adulto. Também já editei poesia e um livro de contos, tudo direccionado para adultos. Participo, muitas vezes, em concursos literários com trabalhos pensados exclusivamente para adultos.
Li sobre si e reparei que aponta o perfeccionismo como um defeito. Porquê?R: Porque a perfeição é algo difícil, senão impossível de alcançar. E isso faz com que fique um pouco frustrada com algum do meu trabalho, porque, embora esteja bom para os outros, acho que posso sempre melhorá-lo.
Das obras que escreveu, qual é a sua preferida?
R: Isso é como perguntar a uma mãe qual dos filhos ela gosta mais...
Porquê?
R: Porque são todos especiais, à sua maneira.
Considera que ler é importante para a formação pessoal do indivíduo?R: Sem dúvida! A leitura contribui para uma boa aprendizagem e utilização da Língua Portuguesa, mas também nos revela universos fantásticos, (d)escritos por escritores muito diferentes. Ler é ter cultura e saber estar connosco mesmos e com os outros.O que acha que aprendemos ao lermos os seus livros?R: Gostaria, sobretudo, que aprendessem a ser tolerantes, solidários, amigos uns dos outros e a terem atitudes inclusivas para com aqueles que são diferentes, quer fisicamente, quer em termos de religião, origem, cultura...
Para além da escrita, tem outros interesses? Se sim, quais?
R: Adoro a Natureza e os animais. Preocupam-me, sobretudo, que sejam maltratados ou abandonados. Acho isso muito cruel. Também tento participar em acções que ajudem a mudar as mentaidades em relação às pessoas com deficiência.
O que faz nos seus tempos livres?
R: Há muitos anos que colecciono selos e sempre que posso, vou tentando ordenar os vários milhares que tenho. Gosto de ler, passear junto ao mar, de sair com amigos, conhecer novos lugares e novas pessoas. Ouvir música, ver filmes, estar na Internet...
A sua fama aumenta de dia para dia, tem alguns planos para o futuro?
R: Tenho imensos planos. Imenso sonhos para concretizar! Mas, por enquanto, prefiro não revelar...
Pode revelar o segredo de, apesar dos problemas físicos que tem, chegar ao nível que chegou?R: Não sei se há segredo... Apenas procuro ser persistende e lutar por aquilo em que acredito. Vejo, nas dificuldades, desafios que tenho de enfrentar. Aliás, se a vida fosse muito fácil, perdia a piada, não é?



A entrevista correu muito bem uma vez que Lurdes Breda é uma pessoa muito profunda. Podemos concluir que se formos persistentes e lutarmos por aquilo em que acreditamos, poderemos voar !!!!!



Gabriela Costa 5ºC Nº11

16 de março de 2010

Os três machados



Os três machados



Um conto vos vou contar em verso de pé quebrado. E tão pobres são os versos que até estou envergonhado. Nem sei como começar. Ah, já sei, era uma vez… um honrado camponês que perdeu o seu machado. Era um dó vê-lo chorar. Muitas lágrimas a fio porque o machado caiu nas turvas águas do rio.
A boa Fada das Águas escutou as suas mágoas e querendo experimentar, ou talvez recompensar, o camponês infeliz (o certo ninguém o diz!), mostrou-lhe um belo machado, ainda um pouco molhado, mas de prata revestido e perguntou-lhe sorrindo se era o que tinha perdido.
Todavia, o camponês, sem hesitar um segundo, disse: - esse é muito lindo. O meu está no rio, bem fundo.
A Fada mais uma vez pôs à prova o camponês, mostrou-lhe outro machado, todo em ouro reluzente. Mas o camponês honrado provou-lhe a sua honradez: - Não há ouro que me tente, eu só quero o meu machado. A Fada logo assim fez, do rio tirou machado, entregou-o ao camponês que ficou muito encantado.Porém, outro camponês, sabendo do sucedido, deitou ao rio o seu machado, fingindo que tinha caído, para ganhar um dourado. A Fada viu que mentia e foi ele o enganado: não teve o ouro que queria, ficou sem nenhum machado. Até que o machado, um dia foi nesse rio encontrado, inútil e enferrujado.
(conto recolhido por) Maria José, 5º C

4 de março de 2010

O azeiteiro e o burro


Dois estudantes encontraram, numa estrada, um azeiteiro com um burro carregado de bilhas de azeite. Os estudantes estavam sem dinheiro; por isso, decidiram roubar o animal. Enquanto o pobre homem seguia o seu caminho, um deles tirou a cabeçada do burro e colocou-a no pescoço. O outro estudante fugiu com o animal e a carga. De repente, o azeiteiro olhou para trás e viu um rapaz em vez do burro.
Nesse momento, o estudante exclamou: «Ah! senhor, quanto lhe agradeço ter-me dado uma pancada na cabeça! Quebrou-me o encanto que durante tantos anos me fez ser burro!...» O azeiteiro tirou o chapéu e disse-lhe: «Afinal, o meu burro estava enfeitiçado! Perdi o meu ganha-pão! Peço-lhe muitos perdões por tê-lo maltratado tanta vez - mas que quer? – o senhor era muito teimoso!»
- Está perdoado, bom homem! - disse o estudante. O que lhe peço é que me deixe em paz.
O pobre azeiteiro lamentou-se porque já não podia vender o azeite. Então, foi pedir dinheiro a um compadre para ir à feira comprar outro burro. Quando lá chegou, viu um estudante a vender o seu burro. O azeiteiro pensou que o rapaz se tinha transformado, outra vez, num animal! Aproximou-se do burro e gritou com toda a força: «Olhe, senhor burro, quem o não conhecer que o compre».


Conto tradicional recolhido por Margarida Ferraz Bento, 5º C.

A cabra Cabrês



Era uma vez um coelhinho que foi à horta para colher couves, para fazer uma sopa. Quando chegou à porta de casa, encontrou-a fechada. Como ele a tinha deixado aberta antes de sair, ficou apavorado. Mas, mesmo assim, bateu à porta e perguntou quem estava lá dentro. Uma voz assustadora respondeu-lhe:
- Eu sou a cabra cabrês, se entras cá dentro cá dentro faço-te em três!
O coelhinho ficou muito apoquentado e foi suplicar ajuda. Encontrou vários amigos, mas não o quiseram ajudar, porque também tinham medo. Então o pobre coelho começou a desanimar…
Uma formiga veio ter com ele e perguntou-lhe porque estava tão triste, e ele contou-lhe o que se tinha passado. Então, a formiga pediu-lhe para a levar a casa dele, para ter uma conversa com essa cabra que metia medo a todos.
A formiga chegou a casa do coelho e bateu à porta. A cabra Cabrês perguntou quem era e esta respondeu assim:
- Eu sou a formiga Rabiga, salto-te em cima e furo-te a barriga.
Ao ouvir isto, a cabra Cabrês fugiu de casa do coelho e nunca mais pregou nenhuma partida a ninguém. O coelhinho continuou a fazer a sua sopa.


Daniela Lourenço , nº 8, 5º C

1 de março de 2010

Um conto


A sopa de dentes-de-leão
A senhora Ouriço preparou uma sopa de dentes-de-leão.
Deu uma taça ao filho e disse-lhe:
-Come que é muito boa!
-Não gosto… - resmungou Ritão.
A Senhora Ouriço exclama:
-Se comeres duas colheres, dou-te um presentinho!
- A sério? - perguntou Ritão.
-Sim, e se comeres tudo dou-te quatro presentes!
Ritão despachou-se a comer a sopa e, quando acabou, pediu:
-Dá-me depressa os quatro presentes!
E a mãe deu-lhe quatro beijos mais ternos do mundo...
Ana Francisca, nº 2 - 5º C

9 de fevereiro de 2010

Uma história de amor




Docinho de Morango apaixona-se



Numa bela tarde de sol, Docinho de Morango sai à rua, para ir passear pela Cidade das Guloseimas.
Pelo caminho encontrou um gato com a pata ferida, quando tentou ajudá-lo, apareceu o seu dono, que disse:
- Doçura, por onde andaste, fartei-me de te procurar!! Obrigado menina, como é que te chamas?
Docinho de Morango ficou corada mas respondeu:
- Docinho de Morango, e tu?
- Didi.
Ficaram os dois um momento calados, até que Docinho de Morango quebrou o silêncio:
- Está um belo dia, não achas, Didi?
- Sim, está!
- É melhor levarmos a tua gata ao veterinário, antes que ela piore!
- Sim, sim, vamos!
Quando chegaram ao veterinário contaram o que tinha acontecido à Doçura. E o veterinário disse que ela precisava de ficar lá dois dias.
Didi levou a Docinho de Morango a casa e indagou:
- Queres ir passear e almoçar comigo, amanhã?
- Sim, claro que quero! – respondeu Docinho de Morango um pouco envergonhada, mas feliz.
- Encontramo-nos no parque, adeus!
- Adeus!
Nessa noite, Docinho de Morango não conseguiu pregar olho a pensar no dia maravilhoso que aí vinha.
De manhã, quando se levantou para ir tomar o pequeno-almoço, em casa dos seus amigos, lembrou-se do seu encontro com o Didi e despachou-se a tomá-lo. Contou-lhes o que lhe estava a acontecer e o que começava a sentir por ele.
Depois foi para casa experimentar a sua melhor roupa, pois tinha de ir bonita. Escolheu um vestido com desenhos de morangos. Finalmente, chegou a hora do encontro e ela ainda não estava maquilhada. Ficou nervosa e arranjou-se à pressa.
Quando chegou ao parque Didi estava sentado num banco e Docinho de Morango pensou em desistir, mas a sua vontade de estar com ele era tanta, que foi ter com ele:
- Olá!- disse ela, envergonhada.
- Olá! – respondeu ele, não menos envergonhado do que ela.
Ficaram os dois um momento calados, até que ele exclamou:
- Vou levar-te a um restaurante muito, muito romântico!
- Vamos lá, então! - tornou ela.
E conversaram os dois, todo o caminho. Quando chegaram ao restaurante, Docinho de Morango ficou encantada com o ambiente, a companhia, a comida… ela abraçou-o dizendo obrigada, com enorme satisfação. Quando acabaram de comer ele levou-a a comer um gelado. Ele comeu um gelado de baunilha e chocolate e ela de baunilha e morango. Depois, ela dirigiu-se a casa dos amigos e apresentou-lhes Didi e fizeram uma grande festa.
Didi convidou-a para ir no outro dia à tarde, buscar a Doçura ao veterinário e ela aceitou.
No dia seguinte quando acordou, foi ter com ele ao veterinário e foram almoçar com os amigos dela.
Foi um dia “baga-de-divertido” para todos!

FIM


Andreia Silva, 5º C

Poema de S. Valentim





Estava sentada no sofá

a pescar inspiração

mas não chegavam quadras

para aquecerem o meu coração


Vou ser franca no que digo

só me saem quadras pirosas

precisavam de mais criatividade

mais sinceras, mais mimosas!


Entrei em desespero

nada era capaz de fazer

eu que era boa poetisa

nada conseguia escrever.


Logo percebi,

que era um tema difícil

porque esta coisa da paixão

não cabe no meu coração.


Gabriela Costa - Poemas em ponto pequeno

Edições "A minha caneta"

2 de fevereiro de 2010

Poema da Filipa e Sandra do 5º C


S. Valentim

S. Valentim
dá-me papel
para eu escrever
dá-me mel
para eu lamber
não me dês ninguém
para eu amar
eu escolho bem
eu dou-te um abraço
tu dás-me um beijinho

eu dou-te carinho

tu dás-me um beijinho!




Um poema da Gabriela-5ºC

Dia de S. Valentim



Eu tenho uma flor

de cor azul marinho

eu adoro essa flor

ela é uma jóia do Minho



Hoje é um dia especial

é dia de S. Valentim

vou dar-te a minha flor

tão especial para mim



Beijinhos e abraços

caixinhas com presentes

laços de todas as cores

mil embrulhos diferentes



Do céu vem alguém

alguém de vestido

com um arco e muito gordo

é ele, o Cupido!

1 de fevereiro de 2010

Dia de São Valentim

O dia de São Valentim está aí à porta. Para o assinalar, pedimos a todos os interessados que escrevam poemas, textos, pensamentos, etc... para publicarmos no nosso blogue. Depois, se as contribuições forem em número suficiente, far-se-á uma votação para apurar o vencedor! Participa!!!

28 de janeiro de 2010

O cão e o lobo

Até que enfim! Uma contribuição para o nosso blog do 5º C!!!!!
Aqui está o reconto de uma fábula atribuida a Esopo.
O cão e o lobo

Era uma vez um lobo, faminto e magro. Não era como os lobos das outras histórias, era bem pior, não lhe aparecia nada para comer e ele permanecia irritado à espera de um cabrito perdido do seu rebanho, para que lhe pudesse deitar a unha.
Enquanto se afogava em pensamentos e maneiras para matar a fome, apareceu um cão alegre e despreocupado, muito bem tratado, com um pêlo luzidio, brincando com uma bola de borracha. O cão nem teve vontade de rosnar, com ar de poucos amigos, como era seu costume, ficou tão espantado com o ar do lobo que se apressou a dizer:
- Então compadre, como vai isso! O que aconteceu?
- Isso pergunto eu, há dias que não como e é o que se vê.
- Para isso há uma solução, afeiçoe-se a alguém e deixe de ser feroz, siga o meu exemplo e verá que tudo lhe aparecerá sem trabalho.
Por momentos não lhe pareceu má ideia, até se aperceber que ele tinha uma coisa azul-escura no pescoço e perguntou:
- Senhor Cão, diga-me lá o que é essa marca que tem no seu pescoço que parece que o agonia?
- Nada de importante…- divagou o cão.
O lobo insistiu até que o cão lhe contou a verdade.
- Isto é apenas a coleira, que o meu dono usa para me prender, para que eu não morda a ninguém!
- Nem pense nisso! Desisto já do seu conselho, não quero perder a liberdade! Quero ser dono de mim próprio – respondeu o Lobo agoniado com a ideia.
Então o cão ficou a pensar se o lobo não teria razão...

Texto elaborado por:
- Gabriela Costa nº. 11 – 5º C
- Gonçalo Sousa nº. 13 – 5º C
- Rafael Marques nº. 24 – 5º C

11 de janeiro de 2010

Olá!


Finalmente!!! Um espaço onde podes partilhar o gosto  pela leitura com todos, bem como os teus trabalhos a partir dos teus livros favoritos..
Daremos notícias brevemente!