16 de março de 2010

Os três machados



Os três machados



Um conto vos vou contar em verso de pé quebrado. E tão pobres são os versos que até estou envergonhado. Nem sei como começar. Ah, já sei, era uma vez… um honrado camponês que perdeu o seu machado. Era um dó vê-lo chorar. Muitas lágrimas a fio porque o machado caiu nas turvas águas do rio.
A boa Fada das Águas escutou as suas mágoas e querendo experimentar, ou talvez recompensar, o camponês infeliz (o certo ninguém o diz!), mostrou-lhe um belo machado, ainda um pouco molhado, mas de prata revestido e perguntou-lhe sorrindo se era o que tinha perdido.
Todavia, o camponês, sem hesitar um segundo, disse: - esse é muito lindo. O meu está no rio, bem fundo.
A Fada mais uma vez pôs à prova o camponês, mostrou-lhe outro machado, todo em ouro reluzente. Mas o camponês honrado provou-lhe a sua honradez: - Não há ouro que me tente, eu só quero o meu machado. A Fada logo assim fez, do rio tirou machado, entregou-o ao camponês que ficou muito encantado.Porém, outro camponês, sabendo do sucedido, deitou ao rio o seu machado, fingindo que tinha caído, para ganhar um dourado. A Fada viu que mentia e foi ele o enganado: não teve o ouro que queria, ficou sem nenhum machado. Até que o machado, um dia foi nesse rio encontrado, inútil e enferrujado.
(conto recolhido por) Maria José, 5º C

4 de março de 2010

O azeiteiro e o burro


Dois estudantes encontraram, numa estrada, um azeiteiro com um burro carregado de bilhas de azeite. Os estudantes estavam sem dinheiro; por isso, decidiram roubar o animal. Enquanto o pobre homem seguia o seu caminho, um deles tirou a cabeçada do burro e colocou-a no pescoço. O outro estudante fugiu com o animal e a carga. De repente, o azeiteiro olhou para trás e viu um rapaz em vez do burro.
Nesse momento, o estudante exclamou: «Ah! senhor, quanto lhe agradeço ter-me dado uma pancada na cabeça! Quebrou-me o encanto que durante tantos anos me fez ser burro!...» O azeiteiro tirou o chapéu e disse-lhe: «Afinal, o meu burro estava enfeitiçado! Perdi o meu ganha-pão! Peço-lhe muitos perdões por tê-lo maltratado tanta vez - mas que quer? – o senhor era muito teimoso!»
- Está perdoado, bom homem! - disse o estudante. O que lhe peço é que me deixe em paz.
O pobre azeiteiro lamentou-se porque já não podia vender o azeite. Então, foi pedir dinheiro a um compadre para ir à feira comprar outro burro. Quando lá chegou, viu um estudante a vender o seu burro. O azeiteiro pensou que o rapaz se tinha transformado, outra vez, num animal! Aproximou-se do burro e gritou com toda a força: «Olhe, senhor burro, quem o não conhecer que o compre».


Conto tradicional recolhido por Margarida Ferraz Bento, 5º C.

A cabra Cabrês



Era uma vez um coelhinho que foi à horta para colher couves, para fazer uma sopa. Quando chegou à porta de casa, encontrou-a fechada. Como ele a tinha deixado aberta antes de sair, ficou apavorado. Mas, mesmo assim, bateu à porta e perguntou quem estava lá dentro. Uma voz assustadora respondeu-lhe:
- Eu sou a cabra cabrês, se entras cá dentro cá dentro faço-te em três!
O coelhinho ficou muito apoquentado e foi suplicar ajuda. Encontrou vários amigos, mas não o quiseram ajudar, porque também tinham medo. Então o pobre coelho começou a desanimar…
Uma formiga veio ter com ele e perguntou-lhe porque estava tão triste, e ele contou-lhe o que se tinha passado. Então, a formiga pediu-lhe para a levar a casa dele, para ter uma conversa com essa cabra que metia medo a todos.
A formiga chegou a casa do coelho e bateu à porta. A cabra Cabrês perguntou quem era e esta respondeu assim:
- Eu sou a formiga Rabiga, salto-te em cima e furo-te a barriga.
Ao ouvir isto, a cabra Cabrês fugiu de casa do coelho e nunca mais pregou nenhuma partida a ninguém. O coelhinho continuou a fazer a sua sopa.


Daniela Lourenço , nº 8, 5º C

1 de março de 2010

Um conto


A sopa de dentes-de-leão
A senhora Ouriço preparou uma sopa de dentes-de-leão.
Deu uma taça ao filho e disse-lhe:
-Come que é muito boa!
-Não gosto… - resmungou Ritão.
A Senhora Ouriço exclama:
-Se comeres duas colheres, dou-te um presentinho!
- A sério? - perguntou Ritão.
-Sim, e se comeres tudo dou-te quatro presentes!
Ritão despachou-se a comer a sopa e, quando acabou, pediu:
-Dá-me depressa os quatro presentes!
E a mãe deu-lhe quatro beijos mais ternos do mundo...
Ana Francisca, nº 2 - 5º C