27 de maio de 2010

A casa da praia


Era uma vez uma família com quatro elementos: o pai António, a mãe Helena, o filho José e a outra filha, Ivone.
Ivone tinha os cabelos castanhos, escuros e rebeldes, olhos pretos e brilhantes e um temperamento um pouco explosivo! Ela e a família estavam de mudanças. Helena disse a Ivone que iriam para um novo e melhor lar, mas Ivone não "desgostava" da sua casa, foi lá que passou a maior parte da sua vida. A sua casa era velha, mal pintada e com salitre visível nas paredes brancas, a luz do sol jorrava prodigamente pelos estores emperrados do corredor amplo e vazio, sempre com aquele cheiro a bolo de iogurte, porque a mãe adorava cozinhar, principalmente bolo de iogurte. A mãe era daquelas pessoas muito doces como o açúcar que adorava ler livros da carochinha aos filhos e cozinhar bolos e doces. Ivone estava indiferente, decidiu ir ler um livro.
Quando a hora da partida chegou a família despediu-se da casa e partiu. Às cinco horas chegaram ao destino. Uma brisa leve e salgada vagueava e dava cheiro à rua. Na esquerda encontrava-se um café e na direita uma tabacaria e mesmo à frente uma extensa praia que alargava horizontes. Ivone pensou logo nas mil e umas aventuras que lá travaria, nos mil e um amigos que conheceria e mil e uma alegrias que teria!
-Ivone - Gritou a mãe pondo travão aos sonhos. -Vem arrumar as tuas coisas!
-Estou a ir! – Reagiu.
Arrumou as roupas rapidamente, segurou a toalha, vestiu o fato-de-banho, pôs o protector solar, fez umas sandes e num segundo estava na praia, a sua praia!
No momento que estava a mergulhar, apareceu uma rapariga com um aspecto pálido e misterioso, podia perguntar-lhe o nome mas quase poderia jurar que não falava a mesma língua.
- Nisha - Disse ela e depois apontou para mim.
Fiquei deveras assustada, pensei que lia os pensamentos! Aquilo de certeza era o seu nome e estava a perguntar o meu.Com um gesto seco lá me saíram as palavras:
-Ivone – finalmente dei à luz um sorriso acolhedor e ela retribuiu.
Ela pegou num pau, riu-se e escreveu Nisha na areia, fez um sinal de igual a uma lua com estrelas, acho que era noite! Nisha era noite! Nisha significava noite! Com um jeito repentino tirei o pau e escrevi Ivone e desenhei um sinal de igual e à frente pontos de interrogação. Ambas nos rimos…


Gabriela Costa

17 de maio de 2010

EU SOU



EU SOU...



Uma estrela no espaço


Uma gota no mar


A brisa da manhã


O filho do Mundo


O sol no céu


O brilho do luar


Uma ilha à deriva


Um raio de luz


no teu olhar...


EU SOU...EU SOU!

PNL - 6º B 2009/10

12 de maio de 2010

Entrevista a Lurdes Breda por Gabriela Costa



Lurdes Breda, escritora, sempre com um sorriso contagiante nos lábios concordou fazer uma entrevista via Internet. Informei-me sobre ela e procurei fazer perguntas claras e abertas, conduzindo a respostas interessantes (sem serem apenas “sim” ou “não”).

Como surgiu o interesse pela literatura infanto-juvenil?
R: Eu sempre gostei muito de crianças e sempre estive muito ligada a elas. Aliás, acho que uma parte de mim, nunca deixou de ser criança. Fascinam-me as estórias que povoam a imaginação dos mais pequenos. O inverosímil e o fantástico ocupam uma parte importante do meu mundo literário. Através da literatura para os mais jovens, posso dar-lhe vida e (re)criar aquilo que a fantasia me dita. Além disso, é uma forma de me poder continuar a relacionar com muitas crianças nas escolas e de partilharmos estórias diferentes uns com os outros.
Já pensou em escrever para adultos? Se não, porquê?
R: O meu primeiro livro intitula-se “O misterioso falcão de jalne” e foi escrito para um público mais adulto. Também já editei poesia e um livro de contos, tudo direccionado para adultos. Participo, muitas vezes, em concursos literários com trabalhos pensados exclusivamente para adultos.
Li sobre si e reparei que aponta o perfeccionismo como um defeito. Porquê?R: Porque a perfeição é algo difícil, senão impossível de alcançar. E isso faz com que fique um pouco frustrada com algum do meu trabalho, porque, embora esteja bom para os outros, acho que posso sempre melhorá-lo.
Das obras que escreveu, qual é a sua preferida?
R: Isso é como perguntar a uma mãe qual dos filhos ela gosta mais...
Porquê?
R: Porque são todos especiais, à sua maneira.
Considera que ler é importante para a formação pessoal do indivíduo?R: Sem dúvida! A leitura contribui para uma boa aprendizagem e utilização da Língua Portuguesa, mas também nos revela universos fantásticos, (d)escritos por escritores muito diferentes. Ler é ter cultura e saber estar connosco mesmos e com os outros.O que acha que aprendemos ao lermos os seus livros?R: Gostaria, sobretudo, que aprendessem a ser tolerantes, solidários, amigos uns dos outros e a terem atitudes inclusivas para com aqueles que são diferentes, quer fisicamente, quer em termos de religião, origem, cultura...
Para além da escrita, tem outros interesses? Se sim, quais?
R: Adoro a Natureza e os animais. Preocupam-me, sobretudo, que sejam maltratados ou abandonados. Acho isso muito cruel. Também tento participar em acções que ajudem a mudar as mentaidades em relação às pessoas com deficiência.
O que faz nos seus tempos livres?
R: Há muitos anos que colecciono selos e sempre que posso, vou tentando ordenar os vários milhares que tenho. Gosto de ler, passear junto ao mar, de sair com amigos, conhecer novos lugares e novas pessoas. Ouvir música, ver filmes, estar na Internet...
A sua fama aumenta de dia para dia, tem alguns planos para o futuro?
R: Tenho imensos planos. Imenso sonhos para concretizar! Mas, por enquanto, prefiro não revelar...
Pode revelar o segredo de, apesar dos problemas físicos que tem, chegar ao nível que chegou?R: Não sei se há segredo... Apenas procuro ser persistende e lutar por aquilo em que acredito. Vejo, nas dificuldades, desafios que tenho de enfrentar. Aliás, se a vida fosse muito fácil, perdia a piada, não é?



A entrevista correu muito bem uma vez que Lurdes Breda é uma pessoa muito profunda. Podemos concluir que se formos persistentes e lutarmos por aquilo em que acreditamos, poderemos voar !!!!!



Gabriela Costa 5ºC Nº11